Risco de golpes e fraudes aumenta durante a Black Friday, e Anatel dá dicas de como evitar prejuízos neste período

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Em novembro, o que não falta é plaquinha de Black Friday espalhada por aí, seja no comércio de rua ou online. Mas, segundo a tradição americana, país de origem da data, o dia oficial é a última sexta-feira do mês, que neste ano será em 28 de novembro.

Diante da expectativa dos consumidores, o que também não falta são tentativas de golpe: endereços de sites falsos que se assemelham muito aos originais, páginas que não oferecem proteção de dados, produtos sem certificação e descontos enganosos estão entre os principais problemas.

Dados da Serasa Experian de 2024 apontam que 29 de novembro, Black Friday do ano passado, foi o dia com maior número de tentativas de fraude. O estudo foi realizado a partir do monitoramento de 5,2 milhões de transações. No total, 32,4 mil tentativas de golpe digital foram interceptadas.

É justamente por esse risco aumentado que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), vinculada ao Ministério das Comunicações, intensifica a fiscalização e as orientações aos consumidores.

“Há um aumento expressivo na circulação de produtos importados e de ofertas online. As ações incluem monitoramento reforçado do comércio eletrônico, operações em centros logísticos, portos e e-commerce, em parceria com a Receita Federal, além de ações educativas”, elenca a superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesilea Teles.

Ela destaca que, durante a Black Friday, cresce significativamente a oferta de produtos de origem duvidosa, especialmente itens eletrônicos e de telecomunicações, o que, segundo Gesilea, representa um risco à segurança do consumidor.

“É essencial que o consumidor se certifique de que não está adquirindo aparelhos clandestinos, frequentemente vendidos de forma massiva durante promoções agressivas. Produtos desse tipo podem causar choques elétricos, incêndios ou superaquecimento; prejudicar o funcionamento de redes móveis, Wi-Fi ou Bluetooth; comprometer a privacidade e expor dados do usuário; além de apresentar desempenho muito inferior ao esperado”, enumera.

É importante, também, que o consumidor verifique se o equipamento é homologado, ou seja, se possui o selo da Anatel. Isso se aplica a celulares, roteadores e repetidores Wi-Fi, fones Bluetooth, smartwatches, caixas de som inteligentes, antenas e transmissores diversos, entre outros equipamentos.

A autenticidade da homologação pode ser confirmada no site da Agência. A ausência do selo original indica que o equipamento não passou por testes de segurança elétrica.

“A participação do consumidor é fundamental para identificar pontos de venda e anúncios que oferecem produtos não homologados. As denúncias podem ser feitas por meio do Aplicativo Anatel Consumidor, do Portal de Atendimento da Anatel ou da Central 1331”, orienta Gesilea.

Outras dicas para evitar cair em golpes incluem desconfiar de descontos muito elevados e de poucas opções de pagamento, como aceitar apenas pagamento à vista, via Pix ou transferência bancária. Também é fundamental se atentar ao endereço do site de vendas, verificando se ele possui o cadeado de segurança antes do endereço (https), o que indica ser uma página mais segura.

ASCOM | Ministério das Comunicações

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