Idam e Adaf capacitam extensionistas para enfrentamento da mosca-da-carambola

Nesta quarta-feira (07/01), o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), realizou uma capacitação on-line para gerentes e técnicos das 75 Unidades Locais (Unloc) e postos avançados do instituto sobre medidas de enfrentamento à mosca-da-carambola.

“São três municípios em que já foram identificadas ocorrências dessa praga e o nosso papel quanto Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) oficial do estado é na orientação e procedimentos cabíveis aos produtores e agricultores familiares do Amazonas”, frisou a diretora-técnica do Idam, Nadiele Pacheco.

Conforme a diretora-técnica, que coordenou a reunião, a Portaria DAS/Mapa nº1.503, de 19 de dezembro de 2025 – Art. 1º – declara como Área Sob Quarentena para a praga quarentenária presente Bactrocera Carambolae, no estado do Amazonas, nos municípios de Manaus, Itacoatiara e Rio Preto da Eva (a 176 e 57 quilômetros da capital, respectivamente). Além disso, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu uma zona tampão em municípios vizinhos.

“Nossa missão, agora, é disseminar as informações para os agricultores familiares e produtores rurais de todo Amazonas, não somente para as áreas afetadas, a fim de que eles possam identificar e combater essa praga e, assim, garantir que a produção frutícola do nosso estado não seja afetada”, enfatizou.

Com a ocorrência da praga, os municípios com ocorrência ficam impedidos de exportar frutos para outros municípios e estados onde não há registros do inseto, a fim de impedir sua propagação no território brasileiro. Entre os prejuízos causados pela não adoção do plano de erradicação estão a perda de mercado e custos elevados para controle no campo, como monitoramento e supervisão do tratamento.

“Os técnicos da Adaf orientaram que a praga não é um risco de doença para os humanos, mas ocasiona perdas econômicas graves na produção e são um risco para os produtores, por isso, estamos unidos nessa força-tarefa, juntamente com a Secretaria de Produção Rural, para assistir os agricultores do estado”, reforçou a diretora-técnica.

Durante o encontro, os extensionistas foram orientados quanto à colheita e transporte de frutos, além do uso de armadilhas para coleta e identificação do inseto e, ainda, do enterramento dos frutos contaminados. Apesar de ser conhecida como mosca-da-carambola, o inseto pode afetar cerca de 40 tipos de frutas, principalmente carambola, manga, laranja, goiaba e jambo vermelho.

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