Prefeitura de Manaus utilizará nova estratégia para monitoramento e controle do Aedes aegypti em 2026

Com uma queda de 52,7% nos registros de dengue em 2025 em comparação com 2024, a Prefeitura de Manaus, por meio da Semsa, aposta em novas tecnologias para manter o controle sobre o Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya.

Inovação com Ovitrampas

A partir de fevereiro, serão instaladas ovitrampas em parceria com a Fiocruz e o Ministério da Saúde. Esses recipientes permitem contabilizar e mapear digitalmente os locais com maior presença do mosquito, tornando o combate mais eficiente.

Funcionamento da Tecnologia

As ovitrampas são recipientes de plástico com palhetas de madeira, onde as fêmeas do Aedes depositam ovos. Após cinco a seis dias, os agentes de saúde recolhem as palhetas e encaminham ao laboratório para análise, evitando que se tornem criadouros.

Planejamento Estratégico

Serão instaladas 240 ovitrampas em cada zona urbana de Manaus, incluindo os 18 bairros em alta vulnerabilidade identificados pelo LIRAa de 2025. Para 2026, a previsão é manter o monitoramento por 26 semanas, cobrindo metade das semanas epidemiológicas do ano.

Apoio da População

A instalação será feita em áreas externas dos imóveis, em locais protegidos da chuva e do sol. O sucesso da estratégia depende da colaboração da população, que deve evitar movimentar os recipientes e continuar eliminando possíveis criadouros.

Mapas de Calor

Os dados coletados vão gerar mapas de calor, indicando os bairros com maior risco. Isso permitirá que as equipes de saúde atuem de forma mais rápida e direcionada, fortalecendo a prevenção das arboviroses.

Situação Atual

Em 2025, Manaus registrou 1.237 casos de dengue, além de 10 de zika e 79 de chikungunya. O último LIRAa apontou médio risco de infestação, com índice de 1,8%, mas seis bairros apresentaram alto risco, como Tarumã e Alvorada.

Mapa de Vulnerabilidade

A Semsa identificou 18 bairros em alta vulnerabilidade, incluindo Cidade Nova, Compensa e Jorge Teixeira. Esses dados servirão de base para novas ações e futuras instalações de ovitrampas em 2027.

Orientação Final

Apesar dos avanços tecnológicos, a população deve continuar vigilante, evitando depósitos de água que possam se transformar em criadouros do mosquito. A união entre tecnologia e conscientização é essencial para vencer essa batalha.

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