
O Governo do Amazonas, por meio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), segue alinhado às demandas atuais da educação ao fortalecer a oferta de cursos de inclusão social. Desde 2024, a instituição passou a oferecer formações como Auxiliar em Terapia de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e Profissional de Apoio Escolar, ampliando a capacitação de profissionais para atuação no atendimento a estudantes com deficiência, especialmente crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Este ano, com 233 vagas ofertadas para Auxiliar em Terapia ABA e 113 para Profissional de Apoio Escolar no primeiro edital, os cursos têm atraído estudantes e trabalhadores que reconhecem a importância da qualificação técnica para uma atuação mais sensível e preparada no ambiente escolar.
Para a estudante de psicologia Mayara Silva, de 23 anos, o curso de Auxiliar em Terapia ABA representa um diferencial acadêmico e profissional.
“Eu queria muito fazer, porque eu sei o quanto vai agregar no meu currículo acadêmico. Acredito que é algo que está muito em alta e eu acho que é um assunto muito essencial nos dias de hoje, então quando eu vi que era o Cetam que estava oferecendo, eu fiquei muito feliz, ainda mais quando soube que era gratuito”, afirmou Mayara Silva.
Também estudante de psicologia, Filipe Castro, de 21 anos, destaca o crescimento da área e a aplicação prática do conhecimento. Ele iniciou o curso Auxiliar em Terapia ABA. “É uma área que vem crescendo muito ultimamente nesses últimos anos e vai trabalhar a autonomia, desenvolver habilidades com as crianças. Eu vou iniciar agora um estágio no CAIC TEA e esse curso vai me capacitar para trabalhar com essas crianças no meu local de estágio”, explicou.
A qualificação oferecida pelo Cetam também impacta diretamente famílias atípicas. A auxiliar administrativa Alessandra Simões, 40, mãe de uma criança com autismo nível 1 de suporte, relata que o curso Profissional de Apoio Escolar tem contribuído para a rotina em casa. Ela também já se formou em Auxiliar em Terapia ABA.
“Eu estou fazendo, estou gostando e está me ajudando muito. A minha filha ela era suporte 2, com terapias ela veio para suporte 1. E isso está me ajudando muito a ter a paciência, a colocar em prática o que aprendi no ABA. E está me ajudando bem mais agora a entender esse lado dela. O curso que fez eu abrir meus olhos”, destacou Alessandra Simões.
Para a estudante de Educação Física, Carla Soares, 44, que também optou pelo curso de Profissional de Apoio Escolar, a formação representa uma oportunidade de ampliar conhecimentos. “Eu achei muito interessante esse curso para poder saber da vivência, como agir, quando encontrar uma criança com TEA, até para fazer as atividades para os alunos, adaptado às limitações de cada um”, relatou.
Qualificação para a educação inclusiva
Desde 2024, o Cetam já formou 829 profissionais nos cursos de Auxiliar em Terapia ABA e Profissional de Apoio Escolar em todo o estado. E ampliou a presença de profissionais capacitados para atuar no atendimento especializado e no suporte a estudantes com deficiência na rede de ensino.
