
Em continuidade à programação do Fórum de Incentivo à Cultura – CNIC Itinerante, a tarde de quarta-feira (04/03) foi dedicada a encontros setoriais divididos em quatro salas temáticas, no Palácio Rio Negro e Salão Rio Solimões, anexo do espaço cultural. O momento foi para esclarecimento de dúvidas sobre a Lei Rouanet, troca de experiências e apresentação de propostas entre agentes culturais e membros da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC).
A realização do Fórum é fruto de uma articulação institucional entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), e o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o Sesi Amazonas.
A programação teve início às 14h, com receptivo, seguido da abertura em cada sala. Coordenadores conduziram as boas-vindas e uma rodada de apresentações reuniu representantes do Ministério da Cultura (MinC), membros da CNIC, integrantes dos governos federal, estadual e municipal, além de agentes culturais da região. Cada participante teve até um minuto para se apresentar, fortalecendo o caráter democrático e participativo do encontro.
O principal objetivo foi aproximar os proponentes dos comissários responsáveis pela análise dos projetos culturais no âmbito da Lei Rouanet, além de dialogar sobre políticas públicas e mecanismos de incentivo ao setor. O encerramento ocorreu às 17h, com coffee-break e continuidade das conversas de forma mais informal.
Humanidades: fortalecer o acesso e o patrocínio local
Na sala de Humanidades, realizada no Palácio Rio Negro, o titular da bancada e representante da Associação Brasileira de Difusão do Livro junto ao Ministério da Cultura, Márcio Tupinambá, destacou o papel da CNIC na aproximação entre o poder público e os proponentes.
“O papel da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura aqui, hoje, em Manaus é facilitar o acesso à informação para os proponentes, é estreitar a distância entre o Ministério da Cultura e quem apresenta os projetos. É permitir que o proponente converse diretamente com quem analisa seu projeto, tire dúvidas e consiga elaborar propostas ainda melhores”, afirmou o titular da bancada.
Márcio Tupinambá também apontou um dos principais desafios enfrentados no Amazonas: a captação de recursos. Segundo ele, ainda há resistência por parte de empresas locais em investir por meio do incentivo fiscal.
“Não existem burocracias exacerbadas para patrocinadores culturais, mas algumas empresas ainda entendem isso como algo difícil. Precisamos quebrar esse paradigma. Seria muito mais benéfico se tivéssemos mais proponentes locais e mais empresas locais patrocinando projetos daqui, fazendo essa roda da economia cultural girar dentro do nosso estado”, destacou.
Artes: diálogo e construção de políticas públicas
Na Sala 1, voltada para Artes Cênicas, Artes Visuais e Música, no Salão Rio Solimões, a coordenadora geral de Fomento da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Luísa Hardman, ressaltou o caráter de escuta da iniciativa.
“É uma alegria imensa estar aqui no estado do Amazonas. A CNIC Itinerante tem se esforçado para construir uma relação mais próxima com os agentes culturais. Hoje vivemos um espaço importante de diálogo e de escuta com os fazedores de cultura do estado”, afirmou a coordenadora.
Para Luísa Hardman, o legado da itinerância vai além da análise técnica de projetos. “O que a CNIC deixa em cada território que atravessa é justamente essa aproximação do poder público com os mecanismos de fomento e com a vida cultural dos territórios. Levamos daqui aprendizados, sugestões e críticas que contribuem imensamente para a construção da política pública de cultura no Brasil”, destacou.
Além das salas de Humanidades e Artes, o fórum contou com debates nas áreas de Audiovisual e Patrimônio Cultural, reunindo representantes de diferentes segmentos e instituições vinculadas ao Ministério da Cultura e à CNIC.
Circulando por todas as salas, equipes da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Ouvidoria prestaram orientações técnicas e suporte aos participantes, reforçando o compromisso de transparência e acesso à informação.
A edição da CNIC Itinerante em Manaus reafirma a estratégia de descentralização das políticas culturais, promovendo o diálogo direto com os agentes da região Norte e fortalecendo o acesso aos mecanismos de incentivo fiscal previstos na Lei Rouanet.
Segundo dia de palestras
O Fórum de Incentivo à Cultura – CNIC Itinerante continua nesta quinta-feira (05/03), no Salão Nobre do Palácio Rio Negro, a partir das 9h até as 21h, com análises de projetos pela CNIC, sessão plenária, projeção, mesa de conversas e muito mais.
