segunda-feira, março 23

Prefeitura de Manaus anuncia fim das escolas de madeira na rede municipal até novembro

O prefeito de Manaus, David Almeida, anunciou neste domingo (22/03) uma meta histórica para a educação básica: a erradicação total das escolas de madeira na rede municipal até novembro deste ano. O anúncio foi feito no píer turístico Manaus 355, no Centro, durante o embarque de 380 toneladas de materiais de construção que seguem via fluvial para a reconstrução imediata de três unidades na zona rural.

Desde 2021, a gestão municipal trabalha para eliminar esse passivo estrutural. Das 35 unidades de madeira ou mistas catalogadas no início da gestão, restam apenas nove. Com a frente de obras iniciada hoje, a prefeitura projeta zerar esse número nos próximos meses.

“Manaus será uma das primeiras capitais da Amazônia a eliminar completamente escolas de madeira. Saímos de 35 para zero em um ciclo de cinco anos, enfrentando uma logística complexa definida pelos rios amazônicos”, afirmou o prefeito David Almeida.

Logística fluvial e modernização na zona rural

A operação logística é robusta para garantir que o material chegue a comunidades de difícil acesso, como Paraná da Eva, Caramuri e Baixo Rio Preto da Eva. O transporte fluvial, que pode durar até três dias, leva aço, seixo, ferro e toda a estrutura necessária para erguer prédios de alvenaria.

As novas unidades serão entregues com:

  • Climatização total das salas;
  • Internet via satélite de alta velocidade;
  • Mobiliário moderno e acessibilidade.

Além da infraestrutura física, a prefeitura revitalizou a frota de transporte escolar fluvial. Das 52 lanchas da rede, as 36 que estavam inoperantes foram recuperadas. O serviço agora conta com monitores embarcados e foi estendido para o transporte de professores, garantindo segurança no trajeto escolar.

Impacto na permanência escolar e equidade

A melhoria nas condições das escolas reflete diretamente nos índices de matrícula na zona rural. Em 2021, a rede atendia 8,5 mil estudantes nessas áreas; hoje, o número já ultrapassa os 12 mil alunos.

Para o secretário municipal de Educação, Júnior Mar, a substituição das escolas de madeira é um passo fundamental para o desempenho pedagógico. “Não existe avanço consistente em aprendizagem sem investimento em infraestrutura. Estamos garantindo equidade entre alunos da zona rural e urbana”, pontuou.

Com este cronograma, Manaus consolida uma política pública de universalização de escolas de alvenaria, posicionando-se como referência em infraestrutura educacional na região Norte.

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