
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) alcançou a marca de mais de 250 estudantes atendidos em Tabatinga, no Alto Solimões. A ação ocorreu por meio dos projetos “Defensoria nas Escolas” e “Caminhos da Inclusão”, que realizaram seis edições entre os dias 18 e 20 de março, abrangendo tanto a zona urbana quanto comunidades indígenas da zona rural.
O objetivo central da iniciativa, coordenada pela Escola Superior da DPE-AM (Esudpam), é promover a educação em direitos. Ao orientar alunos, professores e famílias, a instituição busca prevenir violações e fortalecer a cidadania em uma região de fronteira marcada por desafios sociais e geográficos únicos.
Presença na tríplice fronteira
As atividades percorreram instituições estratégicas, como as escolas municipais Profª Jociedes Andrade e as escolas indígenas João Ayres da Cruz (Umariaçu II) e Oi Tchürüne (Umariaçu I). Também receberam as ações o Ceti João Carlos Pereira dos Santos e a Escola Estadual Conceição Xavier de Alencar.
O Subdefensor Público Geral, Helom Nunes, destacou que a interiorização é uma prioridade da gestão. “Tabatinga tem características próprias por ser uma cidade de fronteira. Fortalecer o pertencimento à cidadania é fundamental, e a Defensoria acredita nesse papel por meio da educação em direitos“, afirmou.
Foco em inclusão e transformação social
Além do conteúdo jurídico básico, o projeto “Caminhos da Inclusão” focou no respeito às diferenças. Fábio Ricarte, membro da Comissão de Acessibilidade da DPE-AM, notou o impacto direto nos jovens: “Percebemos a empolgação dos estudantes ao entenderem a importância de incluir pessoas com deficiência. Eles se tornam agentes de transformação”.
A diretora da Esudpam, Karoline Santos, celebrou os resultados positivos. Segundo ela, o feedback dos alunos do ensino fundamental e médio reforça que as palestras geraram reflexões práticas para o dia a dia escolar e comunitário.
