quarta-feira, março 25

Agente Ambiental Voluntário: O Legado de Conservação no AM

O Programa Agente Ambiental Voluntário (AAV), iniciativa da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), tem provado ser muito mais do que um treinamento técnico. Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, o projeto se transformou em um verdadeiro legado familiar, unindo avô, genro e neta em prol da proteção da Amazônia.

Desde sua implementação pela Sema em 2008, o programa já formou mais de 1,6 mil comunitários em 37 Unidades de Conservação (UC) estaduais. O objetivo central é capacitar quem vive no território para atuar na educação ambiental e na sensibilização coletiva.

Uma História de 24 Anos de Dedicação

A trajetória da família na conservação começou com Francisco Souza, o “Peba”, de 67 anos. Ele foi um dos pioneiros, participando da primeira capacitação ainda em 2002, via Ibama. Com a transição do programa para a gestão estadual, Peba manteve-se ativo.

“São 24 anos como AAV. Toda vez que tem atualização, eu estou presente”, afirma o veterano, que viu sua dedicação inspirar o restante da família.

Formação de Lideranças e Protagonismo Comunitário

Em 2015, o genro de Peba, Raimundo Leite, decidiu seguir os passos do sogro. O que começou como uma busca por entender as regras de conservação tornou-se uma missão de vida. Para Raimundo, o Programa Agente Ambiental Voluntário é uma ferramenta de transformação social.

“Fui percebendo que é um trabalho educativo que, de fato, forma lideranças”, relata Raimundo, que hoje preside a Associação de Povos e Comunidades Tradicionais (APCT) da reserva.

Essa estratégia da Sema fortalece a gestão ambiental ao dar voz e autoridade aos moradores locais, tornando-os protagonistas da proteção de seus próprios territórios.

A Terceira Geração assume a “Bandeira” Ambiental

O ciclo de conservação ganhou um novo fôlego em março de 2026 com a formação de Lisândra Leite, de 19 anos. Filha de Raimundo e neta de Peba, a jovem agora integra o grupo de 17 agentes da reserva.

“Sempre tive esse interesse em proteger o que é nosso. Agora, recebemos o credenciamento e estou muito feliz em me tornar uma protetora da natureza”, celebrou Lisândra.

Para o secretário da Sema, Eduardo Taveira, esse exemplo familiar resume o sucesso da política pública: “O que começa como capacitação se torna exemplo dentro de casa. É a política pública ganhando rosto, história e continuidade”, destacou.

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