quarta-feira, março 25

Governo do Amazonas realiza seminário para fortalecer saúde da juventude e prevenir gravidez precoce

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) promove, nestas terça e quarta-feira (24 e 25/03), o seminário “Juventude Amazônica: conhecer para decidir, agir para transformar!”. O evento ocorre no auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em Manaus, com o objetivo central de aprimorar as políticas públicas e o atendimento voltado à saúde dos jovens amazonenses.

Foco na prevenção e atendimento humanizado

A iniciativa busca qualificar profissionais das redes pública e privada, além de coordenadores municipais e representantes de Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Segundo a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, o treinamento é vital para a assistência no estado.

“Estamos preparando as equipes para um atendimento mais qualificado, acolhedor e voltado às necessidades dos jovens”, afirmou a secretária.

Um dos pilares do encontro é a saúde da juventude no AM, visando reduzir os índices de gravidez na adolescência e garantir um cuidado integral para a população de 10 a 19 anos.

Métodos contraceptivos e novos protocolos

Durante o seminário, especialistas discutem a ampliação da oferta de métodos contraceptivos de longa duração (LARC), como o implante subdérmico (Implanon). De acordo com Luciana Almeida, coordenadora do Ministério da Saúde, esses métodos são altamente eficazes e podem ser ofertados pelo SUS a partir dos 14 anos.

Além disso, o evento resultará na criação de um fluxo de atendimento padronizado para casos de suspeita ou confirmação de gravidez precoce. Este novo protocolo integrará as áreas de saúde, educação, assistência social e justiça para assegurar uma resposta rápida e articulada.

Programação e temas estratégicos

Integrado ao Planejamento Anual de Saúde (PAS) 2026, o seminário conta com uma programação diversificada que inclui:

  • Painéis sobre vulnerabilidades em populações ribeirinhas e indígenas;
  • Mesas-redondas sobre métodos contraceptivos no SUS;
  • Oficinas para construção de fluxos de proteção social;
  • Debates sobre a garantia de direitos de crianças e adolescentes.

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